Cada dia que passa, desde a minha graduação, aprendo mais na minha profissão. Estive presente em várias realidades, várias conquistas, várias perdas. Voltei à faculdade para ampliar meus conhecimentos. Abracei sonhos, contentamentos.
Busquei no outro a essência da alma, o melhor de cada ser. Deixei marcas também.
Vi pessoas sofrendo pela dor, pelo ódio, pelas angustias, pela falta de afeto, pela discriminação, pela falta de alimento (do corpo e da alma), pela miséria, pelo preconceito. Mas vi também novas conquistas, novas formas de encarar a vida, novos encontros consigo mesmo, novas formas de pensar e sonhar e realizar.
Algumas vezes me vi desestimulada e ao mesmo tempo com coragem de mudar o mundo a minha volta.
Conheci pessoas que me fizera olhar com outros olhos realidades que jamais passei (nem gostaria que ninguém passasse), percebi que o ser humano mora dentro de um corpo flagelado, cansado, e que pode se reerguer.
Vi nos olhos de crianças, jovens, adultos e idosos o agradecimento pelo serviço prestado por mim enquanto profissional.
Tive alguns sucessos e insucessos, mas fazem parte da vida, não adianta acreditar que tudo podemos mudar, mas o pouco que fazemos podemos ver que haverá vitória.
Diante de tudo isso, só posso dizer que ainda vale a pena ser Assistente Social.
